Kristen Stewart É Capa da Marie Claire Francesa - Edição Junho de 2016

Kristen Stewart sabe o que quer: não ficar entediada e para ninguém foder com ela. Ela não fala desse jeito, mas é como você entende. São 10 da manhã em Los Angeles, 7 da noite em Paris, a voz da linda musa da Chanel torna a ligação em uma conversa secreta. Uma jornada difícil, que vale a pena o esforço, Kristen Stewart é rock’n’roll. Inteligente, lúcida, selvagem, ela atua assim como respira. No curta “Once and Forever“, uma filmagem real-falsa feita em 2015 por Karl Lagerfeld, ela interpreta uma jovem e mimada atriz que era a personificação de Gabrielle Chanel. Musa do designer há mais de dois anos, Kristen tem o (lindo) mundo aos seus pés. Woody Allendeu à ela o papel feminino principal em Café Society, que irá abrir o Festival de Cannes. Olivier Assayas a tem em seu filme Personal Shopper, dois anos após Sils Maria, o que a levou a ganhar o César de Melhor Atriz Coadjuvante – a primeira vez. Crepúsculo ficou para trás. A pequena estrela se tornou a figura da América que amamos, uma musa da arte que interpreta um papel: o seu próprio.

MARIE CLAIRE: Café Society, o novo filme de Woody Allen, vai abrir o Festival de Cannes. Foi um sonho para você trabalhar com ele?
KRISTEN STEWART: A ideia de filmar com Woody foi intimidante. Durante as audições, eu realmente duvidei da minha credibilidade. No final, eu estava muito feliz, me senti segura. Ele é profundamente inteligente, seu jeito diferente de cobiçar as coisas… Ele consegue adicionar profundidade em momentos de pura comédia, essa leveza estranha é muito impressionante. Eu tive sorte.
MARIE CLAIRE: Há algum lugar no mundo onde as pessoas não conheçam você?
KRISTEN: É estranho porque sou eu que estou dizendo isso, mas se estou tentando ser objetiva, eu posso dizer: “Porra, não. Não há nenhum.” Conhecer pessoas que não se importam, que possuem outra prioridade, é bem legal. Eu não sou extremamente tímida ou reservada, mas também não sou a pessoa mais extrovertida. Por sempre me sentir sendo examinada de perto, eu desenvolvi um sentindo louco de audição. Pode me tornar uma pessoa paranóica, tipo: “Eu juro por Deus, alguém está ouvindo o que eu estou dizendo.”
MARIE CLAIRE: Sua vida é definida pelo seu emprego…
KRISTEN: Sim! Minha vida é distorcida por causa do meu emprego, é estranho porque é uma conexão com o meu trabalho. Como uma atriz, nós temos que ser completamente “espontâneas” e “dirigidas”, isso em circunstâncias que estão sob controle. Planejar a espontaneidade é, por natureza, uma contradição. Eu vivo um pouco do mesmo jeito. Eu gosto de viver o momento, mas também gosto de me proteger. Na minha vida, não apressar as coisas e não mudar o que foi planejado há muito tempo é um esforço, mas também me permite ter momentos de espontaneidade. Requer um pouco de organização. Algumas vezes, você apenas diz para si mesma: “Foda-se!”, você faz coisas estúpidas e isso não importa. No fim do dia, os momentos que você viveu são seus. Eu não ligo para os meus pensamentos em geral, contato que eu possa viver minha vida. Eu não ligo para quem consome isso.


0 comentários